Entrevista



Terapia Holística

(Parte 2)


IRH: Há contra-indicações para a terapia holística?

SP: Algumas sim, por exemplo, todas as terapias que mobilizam camadas superficiais ou mais profundas do corpo (como a massoterapia, drenagem linfática manual, etc) e que, portanto, podem mobilizar a linfa, são contra indicadas para câncer, determinados períodos da gravidez, etc. Mas, as terapias mais energéticas como Reiki, Florais, Bodytalk, já não apresentam nenhum tipo de contra-indicação.


IRH: Quais as modalidades mais procuradas?

SP:Por terem sido mais divulgadas e não pela maior competência é muito comum a busca pela Acupuntura e Shiatsu e num nível mais estético, a Drenagem Linfática; no entanto, recentemente a busca pelo Reiki (pelo seu amplo leque de aplicações), Florais e Massoterapia vem tomando um grande impulso.


RH: O cliente deve parar o tratamento médico ou diminuir os medicamentos para fazer um tratamento dentro da linha holística?

SP: De forma nenhuma! A maioria dessas terapias tem um caráter COMPLEMENTAR! Associam-se e vão buscar e tratar as causas mais sutis que a medicina convencional não alcança.


IRH: A terapia holística no Brasil já é regulamentada?

SP: Sim. O ministério do trabalho já reconhece como profissão e muitos sindicatos já atuam como representantes da classe.


IRH: Estes profissionais precisam de que escolaridade e cursos?

SP: Algumas pessoas pensam que seria necessário ser médico convencional ou ter alguma formação na área de saúde para poder ter uma formação enquanto terapeuta holístico, mas isso é um tremendo engano, pois, algumas dessas terapias que estão baseadas na Medicina Tradicional Chinesa ou Artes de cura mais Xamânicas (como a Terapia de Constelação Familiar), apresentam princípios e fundamentos completamente distintos da base filosófica que fundamenta a Medicina Moderna. Portanto, um Terapeuta holístico não precisa ser médico ou ter qualquer especialização na área de saúde, mas, muitos médicos já estão se abrindo para a visão de saúde que as Terapias holísticas apresentam e se fundamentam.


IRH: No Brasil essas especializações são fáceis de achar? Como fazer?

SP: Existem muitos sites sobre todas elas, mas, como em todos os setores, existe sempre um risco, pois, como a maioria dessas formações foram por muito tempo repudiadas pelo meio acadêmico mais tradicional, só recentemente vem surgindo instituições oficiais ligadas a órgãos governamentais – isso, principalmente para a Acupuntura, Auriculopuntura e Fitoterapia Chinesa. Mas, em casos como o do Reiki, que é uma terapia Iniciática e, em que, a maioria dos Mestres de Reiki no mundo, são independentes, ou seja, não estão oficialmente ligados a nenhum órgão de representação (pela própria natureza do seu trabalho). A forma mais segura seria através da indicação de pessoas que já conhecem e já se submeteram ao tratamento.


IRH: Quais doenças são mais comumente tratadas através destas terapias?

SP: Toda desarmonia, seja de âmbito mais físico ou psicológico. Pacientes que sofrem de estresse, problemas de coluna, depressões, desintoxicações e enxaquecas nos procuram com mais freqüência! Dependendo do quadro apresentado sempre haverá uma terapia ou uma associação de duas ou três que poderá trazer o resultado esperado.


IRH: Existe alguma relação com crenças e religiões?

SP: Não! A dificuldade e confusão estão na forma de ver o porquê das doenças e numa percepção mais energética (menos newtoniana e cartesiana) do corpo humano! Outra razão para associá-las a práticas religiosas vem de que muitas dessas terapias já eram praticadas na antiguidade, em períodos da história e em culturas onde a arte da cura e medicina se encontrava associada e atrelada à classe sacerdotal, classe essa que detinha e controlava todo o poder e saber na época. Por conta disso, a maioria das fontes em que essas artes de cura foram relatadas tratavam-se de documentos (em sua maioria) religiosos (como por exemplo, sutras budistas). Essas Artes ou técnicas de cura, por sua eficiência e praticidade, sobreviveram, mas trazem uma forma diferenciada da maneira ocidental moderna de viver e enxergar o mundo; o enxergam de uma forma mais profunda, mais cíclica e mais transcedental, menos materialista ou linear. Para o ocidental moderno essa forma de ver o mundo e o ser humano tangencia o religioso.
IRH: Como funciona o método dos Florais de Bach? Existem contra-indicações?

SP: florais são as virtudes presentes nas flores de forma vibracional. Por exemplo, a flor do mandacaru traz a capacidade de florir em terreno inóspito (árido e de poucos nutrientes), exatamente a virtude que precisamos desenvolver nos períodos áridos de nossa vida. Por ser vibracional (energético) e não ter um princípio químico ativo, os florais não fazem mal.


IRH: E o Reiki? Como ele atua e quem pode aplicá-lo?

SP: Reiki é uma força canalizada por um terapeuta reiki devidamente iniciado ou sintonizado por um Mestre de Reiki. Essa força (pura! Pois a Iniciação de reiki é o que possibilita o acesso a essa energia vital de freqüência elevada), atua no organismo e nos planos mais profundos do paciente como uma força mobilizadora de todos os seus recursos naturais que gerem homeostase (a tendência natural do corpo de alcançar um equilíbrio), aumentando, inclusive, a capacidade de captação desses recursos. Conforme foi dito anteriormente, só pode aplicar o reiki (e, se auto-aplicar) quem foi Iniciado ou Sintonizado nessa freqüência de energia por um Mestre de Reiki (esse deve apresentar a sua Linhagem!) para que não venha a se valer no ato de imposição de mãos da sua própria energia e sim do reiki (rei: universal; ki ou chi: energia vital, ou seja, energia vital universal ou transcedental).


IRH: Qual a sua relação com essas terapias? Você possui alguma experiência pessoal?

SP: Minha primeira formação foi como geógrafa e engenheira ambiental, mas há 17 anos atrás, por necessidades familiares, comecei uma busca para um melhor tratamento para minha mãe e meu filho. Minha mãe com esclerose múltipla e mal de Parkinson e meu filho hiperativo. Com o tempo, achei melhor e mais econômico buscar a formação de terapeuta – inicialmente de reiki, depois de reflexologista, na Medicina Tradicional Chinesa, Florais e Linfoterapia. Utilizei amplamente todas essas técnicas a nível familiar e já em 1997 comecei a carreira como terapeuta profissional. A partir de 2000, com o Mestrado de Reiki, passou a ser necessário uma maior dedicação à prática das terapias holísticas e gradativamente fui abrindo mão da minha carreira anterior como professora de geografia e pesquisadora. Durante muitos anos (8 anos) por dificuldades econômicas, não tivemos (eu e meus filhos) plano de saúde e devo ao reiki, aos florais e as demais técnicas que possuo, termos sobrevivido com saúde!


IIRH: Qual a mensagem que você pode deixar para as pessoas que tem dúvidas sobre esses tratamentos?

SP: Vivenciem! Que possam se abrir para a realidade de que somos seres profundos e muito mais complexos do que um amontoado de carne , enzimas e ossos. Todos nós, assim como o universo, possuímos uma essência sutil e energética que é o que verdadeiramente nos anima e da qual fazemos parte e está presente em nós! Todas essas técnicas de cura holística (Artes! Algumas muito antigas) nos enxergam assim, mas esse não é o único caminho! Essa verdade está presente profundamente no nosso ser! Existem hoje caminhos que levam a uma visão mais realista e transcendente do ser, seja na psicologia ou física moderna, como nas terapias holísticas quando se percebe que rompemos com um equilíbrio maior!


IIRH: Quem tiver interesse em conhecer um pouco mais sobre o que tratamos nessa entrevista, como fazer para encontrá-la?

SP: Atendemos em Copacabana, no Rio de Janeiro/RJ com hora marcada. Nossos números para contato são: (21) 3091-3084 ou (21) 7549-3934; falar diretamente com Sandra Pupak. Nosso endereço comercial: Av. N.Sra. de Copacabana 647; sala:507 – Copacabana – Shunyatha Terapias Holísticas. Para ter acesso à programação de cursos e palestras faça um contato pelo e-mail: sandra.pupak@gmail.com.


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