IRH: É fácil encontrar "notícias do bem" para publicar e multiplicar pela rede?
- Não. É uma luta quase titânica, podemos dizer assim, mas existem muitas coisas boas acontecendo diariamente, só que anonimamente, sem visibilidade. Ser correto, ético, honesto, amoroso, solidário são atitudes comportamentais que devem fazer parte do cotidiano e não o contrário conforme nos embutem.
IRH: Qual sua visão sobre a programação da TV brasileira?
- De "excelente qualidade" – considerando-se a sua proposta - vender, vender e vender. Quando a concepção deve ser outra – Programação de qualidade, Educação e Cultura na essência, Conscientização imparcial. Importante salientar que as TVs são uma concessão e como tal devem contribuir para o crescimento da sociedade. Hoje em dia, você já não precisa ser nada pra ser alguma coisa na telinha.
RH: De que forma as pessoas comuns, que não exercem cargos de poder podem atuar para promover o Bem?
- Unindo-se uns aos outros, filiando-se a ONGs sérias e corretas, descruzando os braços, arregaçando as mangas, saindo da zona de conforto, estendendo as mãos a quem necessita, engajando-se em trabalhos voluntários, enfim, não agindo como Pilatos. Porque, é chegada à hora de revertermos este processo, pois, todos serão afetados, cedo ou tarde, independente da classe social.
IRH: Você ainda tem esperança de que o nosso estado e nosso país se tornem lugares mais pacíficos e igualitários? E de quem é essa responsabilidade?
- Acredito e confio no poder transformador que existe em cada um de nós. Ninguém nasce violento e preconceituoso, as circunstâncias que o torna assim. Encontraremos a Paz quando investirmos muito, mas, muito mesmo, em Educação, Saúde e não com migalhas e projetos meramente assistencialistas. Fomos feitos no Amor e sob este Amor, ainda, viveremos muitos momentos de Amor. Quanto à responsabilidade, ela é de todos, devemos "infectar" as pessoas com o "vírus" do Amor, começando pelo alicerce de tudo, a família.
IRH: Você acredita que a nova geração é contaminada pelos meios de comunicação?
- Infelizmente, sim. Estamos criando "andróides", uma geração sem poder de questionamento e discernimento do que é certo ou errado, bom ou ruim, absorvendo tudo como único modelo e padrão a ser seguido, alienados pelo consumismo, imediatismo que são impostos pelos meios de comunicação. Pensei em criar uma ONG dos DEVERES HUMANOS com objetivo de consolidar uma consciência coletiva e individual das responsabilidades básicas de cada um, como respeitar o próximo, ser educado, ser gentil, ser cortês. Talvez assim, não houvesse necessidade de tantas ONGs de Direitos Humanos, porque eles seriam respeitados automaticamente. Tive essa idéia ao ler esta frase – "Os incomodados que...MUDEM O MUNDO".
IRH: Qual o papel dos pais nessa nova educação multimídia?
- Mostrar as opções que existem e que são muitas de cultura e informação com qualidade e ficarem sempre vigilantes, para pontuar os programas que possam acrescentar ou não algo positivo para o crescimento de seus filhos.
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IRH: Como você dissemina essa semente do bem dentro da sua casa? Sua família é adepta?
- Sim. A família está toda "infectada" e mobilizada em dividir, doar, amar.
IRH: Quais os seus planos para o futuro. O projeto do blog tem extensões?
- Manter-se conectado na maior e mais poderosa rede, a da Solidariedade. Ele, como eu, é, apenas, uma minúscula partícula da grandiosidade que é a corrente do bem.
IRH: Neste projeto, você possui algum tipo de apoio?
- Somente dos amigos quando tomam conhecimento de notícias positivas, enviam mensagens especificando no Assunto: "Essa é para colocar no Blog do Bem".
IRH: Você acredita no ditado que "Uma andorinha só não faz verão" ou acha que o lema é: "Alguém precisa começar"?
- Acredito que se quisermos, verdadeiramente, modificar nosso destino, somos capazes, mas, é necessário começar logo, deixando de pertencer à classe dos encastelados. O legado deixado pelo Profeta Gentileza – "Gentileza gera Gentileza", iniciou com a escrita de uma letra que junto com outras letras formaram uma palavra, esta se unindo a outras palavras formaram uma frase, que por sua vez recebeu outras frases que se transformaram em uma lição de vida e aprendizado. Não teríamos este ensinamento se ele não tivesse tido a "ousadia", determinação e desprendimento para fazê-lo em um local inóspito. "Alguém precisa começar".
IRH: O que você acha do programa Responsa Habilidade?
- Maravilhoso e de suma importância para sinalização de que existem ações verdadeiramente de soerguimento e valorização do ser humano e da vida, dando visibilidade e espaço àqueles que contribuem para tornar nossa sociedade mais justa e humana. Programas assim, são necessários para revertermos este processo caótico. Parabéns! Vida longa ao programa, que vocês tenham a perseverança das ondas do mar que a cada recuo encontram mais força para voltar. Fica a pergunta, por que não se disponibiliza em horários nobres programas como este ou de cunho verdadeiramente cultural?
IIRH: Deixe uma mensagem às pessoas que querem fazer o bem, mas não sabem por onde começar.
- Comece já! O tempo urge é necessário a mobilização de todos. Fazer e ser do bem não é um modismo, é uma necessidade vital para nossa sobrevivência. Cidadão, em um país sem cidadania é apenas uma cidade grande. Cada um de nós possui a força capaz de modificar o mundo, mas temos que sair deste estado de inércia que nos impossibilita de realizar nossa missão aqui na Terra que é Amar o próximo como a nós mesmos. Seja inteligente. Faça o Bem. Semeie o Amor. Cultive a Paz. Propague a Solidariedade. Elimine o pré-conceito e a descriminalização em seu coração, lar, família, rua, bairro, cidade, estado. Respeite o próximo. Enfim, seja um "egoísta de carteirinha" dê tudo àquilo que você almeja receber em troca, "pois, é dando, que se recebe". Quando estiveres engajado em algum trabalho voluntário perceberás que você recebe muito mais que doa, pois, a felicidade de poder ajudar a quem necessita é deveras gratificante. Mas, cuidado, fica aqui um alerta: Uma vez "infectado" com o vírus do Bem a pessoa se humaniza e se torna dependente por todo sempre de ser solidária. Não tem cura. Encontramo-nos, por aí, em algum local "contaminado". Vamu-Ki-Vamu-Ki-Vamu!!!
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