IRH: Alexandre você criou um blog para falar sobre o bem. O que o motivou a desenvolver esta ferramenta na internet?
- Literalmente o Amor à minha filha, Meu Maior Tesouro. Em 2007, enquanto ela, na época com 06 anos, brincava no parquinho do Palácio do Catete, eu lia um jornal de grande circulação, não encontrei uma notícia positiva, somente catástrofes, assassinatos, roubos, "celebridades", mazelas na política. Olhei para Meu Maior Tesouro e brotaram lágrimas em meus olhos, um misto de aflição e desespero tomou-me subitamente com a percepção de um futuro sombrio que se apresentava. Foi então que criei o Blog do Bem com o objetivo de propagar as notícias e ações positivas, contrapondo a enxurrada de violência, corrupção e futilidade que permeia a mídia, uma espécie de antídoto.
IRH: Quais são os assuntos que você mais aborda nos seus "posts"?
- A divulgação de ações corretas, o comportamento e a conduta de pessoas anônimas e instituições que fazem e praticam o bem, incondicionalmente, sem mensurar esforços para ajudar o próximo, minorando o sofrimento alheio, despindo-se de vaidade, orgulho e egocentrismo. Doando seu tempo, talento, habilidade a quem precisa. Isso sim é ser Celebridade, pois, fazem algo célebre em prol do bem-estar do outro e, portanto, merecem ser notícia e estarem nas capas de jornais e revistas, para servirem de exemplo as crianças e adolescentes.
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IRH: E quais os comentários mais freqüentes?
- Normalmente, apoio pela iniciativa de divulgar ações positivas. Até porque, o objetivo do Blog do Bem é ser um veículo informativo, um propagador de notícias do bem. A proposta do Blog é dar visibilidade as notícias que mostram e demonstram o quanto é importante fazer o bem e ser do bem; conseqüentemente, os comentários recebidos não abrem um canal de debate e discussão.
IRH: Você acredita que a mídia atual possui uma "queda" para noticiar e espetacularizar notícias de catástrofes, desgraças e coisas que só agridem a imagem alheia?
- Não só acredito como tenho a convicção de que seja "matéria-prima" para a manutenção do processo de inversão dos valores moral e ético na sociedade como um todo, fomentando assim, o individualismo, o egocentrismo, pois, se tudo que se apresenta é um caos, sem alternativas, logo "farinha pouca, meu pirão primeiro". Se o mundo vai acabar, por que terei que SER gentil, pensar ou respeitar o próximo? Eu tenho que TER, sem medir as conseqüências.
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